Leandro Scala: Sérgio Moro não é mais o deus do universo

Não foi uma vitória circunstancial a que o direito de defesa obteve hoje no plenário do Supremo Tribunal Federal.

Foi sólida e deve se consumar , salvo surpresas , pelo placar de 7 a 4 , quando se colher o voto do ministro Marco Aurélio Mello na próxima sessão.

Grande parte das sentenças proferidas em julgamentos , e não só da Operação Lava Jato , sem que a defesa dos condenados tivesse o direito de se manifestar depois daqueles que se beneficiaram da delação premiada será anulada.

As tentativas de Luís Roberto Barroso , Edson Fachin e Luiz Fux de fazer com que esta agressão ao direito de defesa só valha daqui para a frente , foram patéticas e não têm nenhuma chance de prosperar , pela insólita pretensão de dizer que o respeito ao princípio da ampla defesa “só vale daqui para a frente”.

A decisão do Supremo Tribunal Federal , dá a voz ao exercício amplo da defesa , que deve ser permitida com o conhecimento amplo e completo das acusações.

Feito isso , todos os processos estarão aptos para julgamento.

A diferença essencial é a de que serão julgamentos com outros juízes.

Sendo assim , Sérgio Moro (lê-se Deus da Operação Lava Jato) não é mais o senhor do universo e que as decisões serão recorríveis , sem que contrariá-las seja uma heresia.

LEANDRO SCALA é Ativista Político. Artigo transcrito do perfil de Leandro no Facebook.

Ághata Vitória foi morta por policiais. Por: Leandro Scala

 

Policiais , em sua maioria esmagadora , são de origem pobre. Alienados pelo sistema e pelo poder excessivo que lhes é conferido , se tornam opressores dos seus. Falta-lhes consciência de classe , falta-lhes responsabilidade social , mas , principalmente , falta-lhes humanidade.

Humanidade para não se submeter à ordens absurdas e criminosas , dadas pelo governador nazi-fascista.

Humanidade para se colocarem no lugar de um pai que perde uma filha , morta pelas mãos de quem deveria protegê-la.

Humanidade para dizer: “Não atiro! Tem inocente ali.”

Aqueles que sentem-se confortáveis diante de tal situação , fazem com prazer.

Alguns dizem que “os policiais apenas cumprem as ordens do governador. Se não cumprirem , podem ser punidos”.

Certo. Se o cozinheiro de um restaurante receber a missão de colocar veneno mortal no prato de um cliente , por ordem do dono do estabelecimento, ele é obrigado a cumprir tal ordem para não ser punido? Se o dono de uma oficina mandar o mecânico sabotar o freio do carro de um cliente , que discutiu com ele por algum motivo , o subordinado deve cumprir a ordem?

Ordem absurda não se cumpre.

A polícia não pode matar inocentes , defendendo a ordem pública. E sociedade não pode ficar calada diante de tantos assassinatos de farda.

LEANDRO SCALA é Ativista Político. Artigo transcrito do perfil do autor no Facebook

Thiago de Jesus é pré-candidato a cabo eleitoral de Sérgio Pinheiro

Em entrevista ao jornalista Wilson Vieira, neste sábado (21) , o vereador Thiago de Jesus ( sem partido) anunciou sua pré-candidatura a prefeitura de Colombo. O edil não disse nada que ainda não tenha dito nesses últimos meses, muitas vezes se confundindo em sua fala e não acrescentando nada de novo ao debate pré-eleitoral, deixando claro que não tem um projeto consistente, somente fez a declaração para de manter na mídia e por tabela ajudar seu amigo e pré- candidato Sérgio Pinheiro.

Durante a entrevista o vereador se enrolou todo, afirmou que até o fato de ser bem citado em enquetes e ser um possível pré-candidato é surpresa, e não acredita que possa levar essa iniciativa até a semana que vem.

A única novidade foi a crítica ao governo de Jair Bolsonaro de quem foi cabo eleitoral um dos apoiadores de primeira hora, talvez seja o MDB o seu destino, uma vez que foi expulso do PRB da Universal do Reino de Edir Macedo.

No fim de tudo o resumo da ópera é: Thiago de Jesus é eleitor e cabo eleitoral de Sérgio Pinheiro

O delírio escroto de Olavo de Carvalho. Por Leandro Scala

“A coisa mais urgente do Brasil é criar uma militância bolsonarista agora. Não é conservadora , não é liberal , não é cristã , não é pro-família. Não! Você tem de apoiar o chefe , não é apoiar a ideia”

O delirio do “escroto” Olavo de Carvalho no Youtube não teria importância alguma se não soubessemos que ele é o guia político do clã presidencial brasileiro e que , portanto , o que diz traduz , no todo ou em parte , o que vai pela cabeça dos donos do poder.

Ele propõe , sem meias-palavras , que o presidente da República , ataque a imprensa , a universidade , a “esquerdalha” e deixe de lado a pauta “anticorrupção” que ajudou a elegê-lo.

A guerra na direita vai tomando formas cada vez mais abertas e se desenha uma tendência a buscar uma falange orgânica, capaz de fazer com que Jair Bolsonaro tenha uma tropa de choque na rua , na qual sequer dispute prestígio com o “lavajatismo”.

Um arremedo de nazismo que já sequer se envergonha de mostrar que o culto a Jair Bolsonaro , onde a sua brutalidade e ignorância são as únicas , digamos , ideias.

LEANDRO SCALA é Ativista Político

Artigo transcrito do perfilde Leandro Scala no Facebook

Leandro Scala: O cirismo é um delírio, uma fuga

Não entro mais em discussões sobre PDT e Ciro Gomes.

Mas as últimas declarações do ex-candidato a presidência da República , me fez repenssar.

Eu admirei o Ciro e relevei seus arroubos , grosserias e idiossincrasias até ele fugir para Paris , um dia após o resultado do primeiro turno das eleições de 2018.

Sim. Poderia ter ido para Sobral e , de lá , em meio a suas maluquices e surtos psicóticos , comandado seu apoio à luta. Mas preferiu “vazar” , com todo simbolismo de deboche e desprezo de classe que , ele sabia , isso iria significar.

Fugiu. Não tentem pensar em outro verbo.

Estávamos todos de mãos dadas , com os bárbaros de dentes arreganhados em frente às nossas portas , e Ciro Gomes fugiu , pusilânime , covarde.

Agora , diante do desastre que não ousou enfrentar , voltou ao seu estilo cuspidor de impropérios , xingamentos e repentes de revolucionário de bordel.

O cirismo é um delírio de quem precisa acreditar , desesperadamente , na existência de um antipetismo honesto.

No limite , não passa , também , de uma fuga.

LEANDRO SCALA é Ativista Político

Artigo transcrito do perfil do autor no Facebook

Estão normalizando a barbárie. Por: Leandro Scala

A ascensão de Jair Bolsonaro levou ao poder uma leva de extremistas como o deputado estadual Capitão Assunção , do Espírito Santo.

O político do PSL cometeu o absurdo de usar a tribuna da Assembleia Legislativa Capixava para encomendar o autor de um homicío.

“Quero ver quem vai correr atrás para prender esse vagabundo. Eu tenho dez mil reais aqui do meu bolso pra quem mandar matar esse vagabundo , isso não merece tá vivo”. – disse.

Uma brutalidade que de forma alguma justifica o desprezo à Constituição Federal e aos ritos de um processo penal , elementos que estão entre os pilares de uma sociedade minimamente civilizada.

Ignorar as leis e pregar execuções sumárias é inadmissível para qualquer pessoa. Para um deputado , a conduta é abominável.

Agora fica a questão: será que alguém se espanta que um deputado vá à tribuna oferecer dinheiro para quem lhe trouxer o cadáver de um bandido?

Estamos normalizando a barbárie de uma forma pior do que a dos tempos da ditadura militar , quando ao menos se tentava negar o uso destes métodos , na maioria das vezes.

Esta gente é pior que os fundamentalistas , porque nem mesmo fazem isso como fruto de uma convicção religiosa ou ideológica , mas porque isso lhes parece o normal , dever do “cidadão de bem”.

LEANDRO SCALA. ATIVISTA POLÍTICO

EXTRAÍDO DO FACEBOOK DO AUTOR

Bolsonaro não hesitará em recorrer aos métodos de Pinochet. Por: Leandro Scala

Jair Bolsonaro , em mais um episódio criminoso , parabenizou o ditador Augusto Pinochet , um dos maiores genocidas da história recente por assassinar , dentre outros milhares , o pai da ex-presidenta chilena e atual chefe do Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU , Michelle Bachelet.

Preso a 14 de setembro de 1973 , três dias depois da deposição do presidente eleito , Salvador Allende , na Academia de Guerra Aérea , o general da Força Aérea , Alberto Bachelet nunca mais saiu de lá com vida , morto sob tortura a 12 de março de 1974 , aos 50 anos. Em carta à esposa , Ângela Jeria , afirmou que os torturadores eram seus ex-colegas de armas. Os coronéis Benjamin Cevallos e Ramón Cáceres Jorquera foram condenados e presos pela Justiça chilena em 2012.

Alberto Bachellet e Michelle estão entre as 32 mil pessoas , inclusive crianças , torturadas , comprovadamente , durante a ditadura Pinochet (1973-1990).

Mais de 80 mil foram presos e 3000 assassinados. Artistas também foram alvos. As mãos do cantor e compositor Victor Jara , um dos maiores do país , foram esmagadas por coronhadas de seus torturadores. A 16 de setembro de 1973 ele foi fuzilado , no Estádio Chile , e o corpo jogado próxima a uma favela.

Além de prender , assassinar , torturar das formas mais cruéis e covardes ele utilizou contra seus opositores de esquerda gases venenosos , ergueu campos de concentração , cooptou um ex-nazista e ordenou atentados a bomba.

Ao exaltar o modelo pinochetista , ao aplaudir os crimes hediondos do ditador Augusto Pinochet , Jair Bolsonaro não deixa dúvidas de que não hesitará em recorrer aos mesmos métodos no Brasil , caso julgue necessário.

Leandro Scala é ativista político. Artigo publicado no Facebook do perfil do autor